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Portugueses falam cada vez mais (e melhor) línguas estrangeiras

Portugal foi o país da União Europeia que mais aumentou a proporção da população adulta com conhecimento de línguas estrangeiras na última década, com 70% dos portugueses a afirmarem que sabem outra língua além da materna, segundo o INE.

No ano passado, 71,8% das pessoas com idade entre os 18 e os 64 anos afirmaram conhecer outra língua para além da língua materna. Em 2007 aquela proporção era de 52% e em 2011 de 61,3%, adianta a publicação "Educação e formação de adultos em Portugal: retrato estatístico de uma década -- 2016".

Em 2016, "Portugal ocupava uma posição intermédia no conjunto dos países europeus em termos de conhecimento de línguas estrangeiras e foi aquele que mais aumentou a proporção de população com conhecimento de línguas estrangeiras (20,3 pontos percentuais) entre 2007 e 2016", sublinham os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Entre as línguas estrangeiras mais faladas pelos portugueses, destacam-se o inglês (59,6%), o francês (21,5%) e o espanhol (14,8%).

"Isolando o inglês, constata-se que 33,8% de quem conhecia esta língua conseguia perceber e comunicar razoavelmente e produzir textos simples e 25,6% dominavam-na perfeitamente (na forma oral e escrita)", refere o INE.

O conhecimento de línguas estrangeiras era mais elevado para a população mais jovem (91,6% da população dos 18 aos 24 anos), estudante (97,7%) e mais escolarizada (97,4% para a população com ensino superior).

O INE destaca também a diminuição da taxa de não participação em qualquer atividade de educação, formação e aprendizagem, que baixou 40 pontos percentuais entre 2007 (48,2%) e 2016 (8,2%).

O perfil sociodemográfico dos não participantes manteve-se: pessoas mais velhas, menos escolarizadas e com pais igualmente menos escolarizados, inativos (excluindo os estudantes), que conhecem apenas a língua materna e sem hábitos de leitura ou pouco regulares.

Analisando a transmissão intergeracional da educação, o estudo revela que o nível de escolaridade da mãe, quando comparado com o do pai, tem maior impacto na probabilidade de uma pessoa fazer o ensino superior

Os dados de 2016 mostram que quem tem uma mãe que completou o ensino superior tem, em média, uma probabilidade superior (mais 39,1 pontos) de ter completado também o ensino superior (28,8 pontos percentuais, no caso do pai).

Fonte: dn.pt

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