call LIGUE-NOS 808 20 40 20
PT

Alunos que nos inspiram: Cristiana Moitinho [entrevista]

No ano em que completamos 25 anos em Portugal, orgulhamo-nos de poder afirmar que já ensinámos inglês a mais de 250.000 alunos. De entre outros motivos para a nossa longevidade, podemos apontar o facto de prestarmos um serviço, cuja necessidade e procura são altamente reconhecidas pela população. Isto, na chamada “era da informação" em que rapidamente o conceito de globalização deixou de ser uma tendência, para se tornar realidade. Hoje, mais que nunca, o inglês tem um papel fundamental na educação e na vida profissional das pessoas sendo que, de uma forma ou de outra, todos acabam por contactar com a língua mas nem todos têm a oportunidade de a aprender. 

Por isso, e porque acreditamos que o sucesso deve ser partilhado, para que possamos crescer de forma sustentável com a sociedade em que nos inserimos, estabelecemos nos últimos anos várias parcerias com instituições que, de diferentes formas, ajudam quem mais precisa. É o caso da Associação Bagos D’Ouro que, há 10 anos, tem como principal missão promover a educação de crianças e jovens da região do Douro, que vivem em situação de carência económica, como forma de inclusão social. Tal como nós, acreditam que a educação é a "arma mais poderosa para mudar o Mundo" e, assim, fazem um trabalho personalizado com cada criança ou jovem que apoiam, acompanhando o seu percurso educativo, social e familiar até à integração na vida activa.

Foi através da Associação Bagos D’Ouro que, há três anos atrás, chegou até à nossa escola de Aveiro, a Cristiana. Depois de um percurso atribulado durante o secundário, período em que também teve que trabalhar, a Cristiana conseguiu concluir o 12º ano com sucesso. Por essa altura, com 18 anos, mudou-se de Távora, aldeia em que vivia com três irmãos, para Aveiro e ingressou na universidade, onde frequenta agora o quarto ano de psicologia. 

Nem todos os alunos que aceitamos, por recomendação e pro-bono, nos nossos centros, conseguem manter-se motivados ou concentrados o suficiente para garantirem um bom aproveitamento. Este é, aliás, um dos principais desafios com os quais todos os alunos se deparam, quando querem aprender uma nova língua já que, tal como num ginásio, não basta que o aluno se inscreva para conseguir resultados. 

Felizmente, motivação e dedicação não faltam à Cristiana! 

 

Como é que surgiu a oportunidade de estudares inglês no Wall Street English?

Foi a Associação Bagos D’Ouro que me falou da possibilidade de tirar o curso de inglês na escola de Aveiro. Desde o secundário que tenho sido acompanhada por eles, a vários níveis. Depois, ajudaram-me a candidatar e inscrever na faculdade, assim como com a minha mudança para Aveiro. Mais tarde, manifestei vontade de aprender inglês e fui, mais uma vez, surpreendida por eles, quando me disseram que vocês me dariam essa oportunidade.

O que te levou a querer estudar inglês?

Eu tive alguma dificuldade com o inglês durante o secundário, talvez por não ter prestado tanta atenção às aulas como devia e por querer chamar a atenção da minha família, já que eu até não era má aluna. Então, quando vim para a faculdade e me apercebi que os livros de apoio às aulas eram em inglês e a maior parte dos professores davam aulas em inglês, devido à grande quantidade de alunos de erasmus, apercebi-me que era essencial melhorar o meu nível de inglês se queria ser bem sucedida no curso e mesmo no futuro em geral. Aliás, acabei de regressar de umas férias em França, onde está agora a minha família e, também lá, e apesar de eu até falar um pouco de francês, acabei por falar predominantemente inglês com toda a gente.

Sentes que o curso de inglês tem sido uma mais-valia para ti? Em que situações?

Eu sinto que o meu inglês melhorou muito e, se eu até me safava a ler e, incialmente, nem tinha muita necessidade sequer de escrever, agora sinto-me muito mais confiante para comunicar com os meus colegas, até porque acabo por conviver muito com os alunos de erasmus. Para além disso, agora já temos que fazer muitas apresentações em inglês e estou muito mais confiante. Estou muito mais à vontade a falar e tenho até participado em várias conferências fora da faculdade, onde eu procuro participar por iniciativa própria. Eu nunca fui uma pessoa de querer estar num sítio só. Mesmo na escola, sempre que havia possibilidade de participar em concursos ou projectos nacionais eu aventurava-me: parlamentos jovens, concursos de leitura, poesia. Eu sempre quis experimentar coisas diferentes e tinha sempre que utilizar o inglês para conseguir que a minha mensagem fosse entendida. Antes de vir para a universidade, por exemplo, estive a trabalhar num hotel, onde também precisava de comunicar com os hóspedes em inglês. A possibilidade de contactar com realidades diferentes e fora da normalidade que eu conhecia, fascinava-me. Só que eu tinha medo de falar, sentia-me tímida e não arriscava porque tinha medo de errar.

 

Isso mudou desde que começaste as tuas aulas no Wall Street English?

Isso mudou completamente quando, no ambiente do Wall Street English, nomeadamente nas aulas de conversação (social clubs) era, de certa forma, forçada a expressar-me em inglês. Esse hábito eliminou o meu medo de errar. Aliás, aqui sentia que era mesmo suposto que eu arriscasse e errasse, para depois ser corrigida, aprender e melhorar. Essas aulas eram mesmo as minhas favoritas porque, para além de falarmos inglês, podíamos partilhar as nossas opiniões sobre diversos temas e aprender também com as opiniões dos nossos colegas.  Estando a estudar psicologia, é um exercício que me interessa muito e, para além disso, fiz vários amigos que levei também para fora da escola.

 

 

E os momentos de avaliação? Muito difícil?

Não! Passei sempre a todos os encounters, nunca tive que repetir nenhum nível. Pelo contrário, gostei muito dos encounters porque tive sempre sessões muito personalizadas com a professora que me ajudou muito a melhorar, nomeadamente a gramática, onde tinha algumas dificuldades. Tenho que dar um agradecimento especial à professora Iolanda de quem gosto muito. Ela ajudou-me imenso e foi um grande apoio aqui na escola, tal como a Diana.

 

O futuro, como é? O que queres fazer depois do curso de psicologia?

Já estou a tirar o mestrado e vou começar a tese em breve. Por acaso não tenho que a escrever em inglês mas todos os artigos que tenho que ler estão em inglês por isso, também nesta fase o curso vai ser uma grande ajuda. Mas já estou a trabalhar! Eu gosto muito de participar em projectos e portanto, estou já há dois anos numa "junior empresa" onde prestamos serviços de consultoria a empresas que nos procuram, que às vezes são estrangeiras e com quem também temos que comunicar em inglês. 

 

Gostavas de trabalhar no estrangeiro?

No futuro gostava de colaborar com projectos sociais na área da educação, como o Teach for Portugal que, tal como a Bagos D’Ouro, identifica crianças com potencial e as ajuda a prosseguir com os seus estudos. Não queria limitar-me a Portugal. Adorava poder visitar países em desenvolvimento e ajudar também na área da educação. A oportunidade que me deram a mim foi incrível! Se me perguntassem no 12º ano se eu me via na faculdade, não via. A minha família não tinha possibilidades. Se eu conseguir ajudar outras crianças da mesma forma como eu fui ajudada, então é isso que eu quero fazer. Se levarmos para fora, um pouco daquilo que aprendemos cá, podemos ajudar crianças de países subdesenvolvidos a ter um futuro melhor e eventualmente a ajudarem outras crianças e assim sucessivamente.

 

Se pudesses deixar uma mensagem a outros estudantes que leiam a tua entrevista o que gostavas de lhes dizer?

Quando era mais nova, eu até era boa aluna mas desmotivei muito por ver que, em comparação com os meus colegas, eu não teria hipótese de ir para a universidade e de evoluir. Por volta do 10º ano achava que não valia a pena e que não teria grande futuro. Cheguei a ter más notas quase de propósito. Felizmente, os professores não desistiram de mim e recorreram à Bagos D’Ouro que, foi a minha casa para me conhecer e, depois de algumas conversas e testes psicotécnicos passou a estar muito presente no meu dia-a-dia. Todos me ajudaram com material, ou dinheiro, se fosse necessário e até formação. Ou seja, tanto os meus professores como a equipa da Bagos D’Ouro me deram sempre muito carinho e atenção. Abdicavam por vezes dos fins-de-semana deles para me ajudar. Ora, se eles apostavam em mim, acreditavam em mim e me davam a mão, então, eu também tinha que acreditar em mim e confiar que iria conseguir chegar mais longe. Sou-lhes muito grata por me terem elevado e ajudado a manter-me motivada ao longo do caminho. Se no início eu me esforçava um pouco como que por obrigação ou por agradecimento à sua dedicação, hoje percebo que é uma questão de motivação e de dedicação, mas as pessoas à nossa volta fazem toda a diferença. Não deixem de acreditar e de lutar por vocês, mas não se esqueçam também de fazer a diferença junto daqueles que estão à vossa volta.

Wall Street English deu à Cristiana a oportunidade de aprender inglês mas todo o mérito pelos resultados, evolução e confiança é desta aluna que, apesar de circunstâncias de vida menos fáceis, nunca deixou de lutar pelos seus objectivos e acreditar no seu potencial. Hoje tem o sonho de poder também marcar a diferença na vida de outras crianças!  

Actualmente no nível 11, a Cristiana vai continuar a estudar inglês na escola de Aveiro e, em breve, irá ser proposta ao PET (PRELIMINARY) para que fique também com um certificado vitalício do seu nível de inglês - uma oferta do nosso parceiro English Exam Centre - Cambridge Assessment English que, tal como nós, quer apoiar esta história de força que a Cristiana teve a amabilidade de partilhar connosco e que aproveitamos para agradecer. A Cristiana tem apenas 23 anos e ainda agora começou! Parabéns!

arrow_back Anterior
Seguinte arrow_forward